quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Todo mundo fica triste quando chove

Eu olho da janela embaçada a tempestade que se forma e o vento que pode levar um bebê de dois quilos embora.
Fecho a janela e o fim de tarde abafado cola a roupa em meu corpo. Acendo um cigarro, e penso que parei de fumar "pero no mucho". Sou a Deusa do Pero no Mucholand. Feliz “pero no mucho”, trabalhando “pero no mucho”, satisfeita “pero no mucho”, ainda te amo “pero no mucho”.
Por aí vai, e começa a chuva, despenca de uma vez, os prédios encobertos pela névoa branca.
A fumaça quente do cigarro, o calor úmido pegajoso em meu corpo, os pensamento lentos me enterrando e eu sem forças para jogar a terra fora.
É isso, quando eu olho a chuva imagino todas as pessoas do mundo que por um segundo olham a água descendo para a terra e sentem-se mais sós, infelizes, ou simplesmente perdidas.

Um comentário:

thiago disse...

Pô Bí então vc nessa época amava pero no mucho, valeu!! Mas o seus textos são muito bons isso é que vale né!?!