segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

no sitio da familia

as noites eram sempre muito escuras, lembro somente do cheiro do querosene e da porra dum grilo que não me deixava adormecer. eu pensando no dia, nas pessoas que vira, numa frase ou outra que disse ou escutei, mas o sono só vinha mesmo quando começava a imaginar sacanagens, eu comendo alguém que, na prática, seria quase impossível de se comer - a mulher de um tio, uma prima mais velha, bem mais velha, umas dessas que já sabiam de cor e salteado o ofício de foder. então os olhos iam fechando, os pensamentos se embaralhando e tudo virava amanhã.
nessa época eu falava menos, mas acreditava mais. a existência prometia ser algo sensacional.

r.m.

5 comentários:

maria disse...

essa coisa de imaginar sacanagens sempre funciona pra cair no sono, não é?

minicontosperversos disse...

eu também tomava desse sonífero quando era moleque; EXATAMENTE desse; depois nunca mais tive ins6onia

Anônimo disse...

Bom te ler de volta broder. Precisamos conversar...

Zezo Maltez

Fagner disse...

Sou da Zona Norte de Porto Alegre
Parabéns pelo blog.
Sempre quando eu posso eu volto aqui.
Abraços

www.zonanortepoa.com.br - Zona Norte, Porto Alegre

Anônimo disse...

bom sonífero kk

Leo menezes