terça-feira, 19 de agosto de 2008

A OBVIEDADE DO AMOR

"Eu pintava as unhas dos pés de cor-de-rosa velho enquanto você colocava as calças. E fiquei olhando você as vestindo, sempre tão do mesmo jeito, que acabei por borrar a unha do dedinho que é pequena e difícil. Porra! Você sempre com tanta pressa e eu ainda com a toalha enrolada no cabelo.Aí você senta com aquela cara de “vai demorar a vida toda, né” e fica olhando para a T.V. Eu passo peladinha na sua frente, andando com os dedinhos do pé para cima para que não borrem, e você apenas move a cabeça para ver alguma gostosa do programa de domingo rebolar. Eu não sei muito bem o desenrolar da história, digo, como todo esse poder do corpo feminino siliconado-rebolativo aniquilou a sensualidade da mulher que anda nua com as unhas dos pés cor-de-rosa. (...)"

Queridos, o restante do conto está todinho no novo endereço que publico, passem por lá: www.blonicas.zip.net

Um comentário:

fran disse...

Ó, o texto é muito legal. E o povo ta em chamas la no blonicas a toa.
Vc é ótema.
bjos.